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26/08/2026

Voto de Aplauso: quando o reconhecimento precisa ter significado

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   Receber um Voto de Aplauso de uma Câmara Municipal é receber o reconhecimento público do Poder Legislativo por uma ação, trajetória ou serviço considerado relevante para a sociedade.
Não deveria ser apenas um papel, uma fotografia ou mais um título para compor um currículo. Muito menos um instrumento de conveniência ou autopromoção. Uma homenagem só tem valor quando existe uma história que a justifique.
      O verdadeiro sentido de um voto de Aplauso está naquilo que foi feito antes dele.
   Está no serviço prestado, na contribuição oferecida à comunidade, no tempo dedicado a uma causa e, especialmente, nas ações realizadas sem que o reconhecimento fosse a finalidade.
    Ao longo dos anos, tive a oportunidade de desenvolver trabalhos  dessa natureza em Cabedelo. Ao lado de Carmen Eleonora, por exemplo, participei do Projeto "Meninos fortes e meninas empoderadas", Levando palestras e ações educativas ao Município sem transformar esse trabalho em benefício pessoal.
     Da mesma forma, por meio do "Valor do sorriso", vivenciei uma experiência de serviço junto às comunidades mais necessitadas, com ações de solidariedade, distribuição de alimentos, roupas e refeições. O objetivo nunca foi aparecer. Era servir.
   E talvez esteja justamente aí a diferença que precisamos reaprender: Quem serve pensando apenas na homenagem já começou pelo lado errado. O reconhecimento deve ser consequência, nunca finalidade. 
     Quando alguém indica uma pessoa para receber um Voto de Aplauso, está dizendo ao Poder Legislativo: Esta pessoa fez algo que merece ser reconhecida pela sociedade. Por isso, a responsabilidade também pertence à quem propõe a homenagem e à Instituição que a concede.
     Quando homenagens são banalizadas não é apenas o homenageado que perde. A própria honraria perde valor.
Uma cidade precisa reconhecer seus cidadãos, voluntários, profissionais, educadores, artistas, escritores, empreendedores e tantas pessoas que trabalham silenciosamente pelo bem comum. Mas reconhecer significa conhecer a história, avaliar a contribuição e preservar a seriedade da homenagem.
    Há uma diferença enorme entre servir para ser reconhecido e ser reconhecido por que serviu. Um verdadeiro Voto de Aplauso pertence à segunda categoria.
    Por que Diplomas devem ficar pendurados em paredes e fotografias podem desaparecer das Redes Sociais. O serviço prestado, porém, permanece na memória daqueles que foram alcançados por ele.
     Voto de Aplauso não deveria fabricar méritos. Deveria apenas reconhecer aqueles que foram demonstrados. 
                                                                                                                       

                                                                                                                                                                          Tania Castelliano

Fortaleza de Santa Catarina recebe FLAC e Mostra Cultural em celebração à criatividade cabedelense

       Nos dias 23 e 24 de novembro de 2024, a histórica , localizada no Centro de , foi palco de uma intensa programação cultural com a realização do FLAC (Festival Literário e Artístico de Cabedelo) e da Mostra Cultural Saberes e Fazeres – Cabedelo + Criativa.

Reunindo artistas, escritores, artesãos, músicos e cineastas, o evento promoveu mais de 24 horas de atividades voltadas à valorização da produção cultural local e ao fortalecimento da economia criativa no município. A programação incluiu lançamentos literários, rodas de conversa, exposições de artesanato, apresentações musicais e exibições cinematográficas, consolidando o espaço como um importante ponto de encontro entre tradição, arte e identidade.

    Com a Fortaleza servindo como cenário simbólico e histórico, o festival destacou a riqueza dos saberes populares e a diversidade artística de Cabedelo, reforçando a importância da cultura como ferramenta de preservação da memória e de construção cidadã.

      A iniciativa também fortaleceu o vínculo da comunidade com seu patrimônio histórico, transformando o monumento em um território vivo de experiências, trocas e celebração da criatividade. Para os organizadores, o FLAC e a Mostra Cultural representam um passo importante na consolidação de Cabedelo como um polo de produção cultural e artística no estado da Paraíba.

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01/04/2026

Quando a Máquina Falha, a Vida Desperta

Vivemos em um tempo em que tudo cabe na palma da mão — e, paradoxalmente, nada mais cabe no coração com a mesma intensidade.

Vivemos em um tempo em que tudo cabe na palma da mão — e, paradoxalmente, nada mais cabe no coração com a mesma intensidade.

Meu celular foi hackeado.

Uma frase simples, mas que carrega um universo de vulnerabilidade, impotência e silêncio. Não foi apenas um aparelho invadido — foi a interrupção de uma rotina, de uma comunicação, de uma presença digital que, sem perceber, havia se tornado extensão da própria vida.

E então veio o vazio.

Nenhuma operadora resolveu. Nenhuma grande empresa respondeu. Nenhum sistema automatizado foi capaz de compreender a urgência humana por trás de um problema técnico.

Quem resolveu foi gente.

Foi um homem atento, sensível, humano — que, no meio de um atendimento comum, reconheceu não apenas um nome, mas uma história. E foi através dele que cheguei a outro profissional, alguém que não aparece na mídia, que não recebe aplausos, mas que sustenta, silenciosamente, a segurança de muitos.

Aqui registro, com gratidão profunda, o nome de Rodrigo César Viana, analista de sistemas há cinco anos, que enfrentou, com paciência e competência, dias de luta contra uma invasão digital que poderia ter causado danos ainda maiores.

Ele não apenas recuperou um acesso.

Ele restaurou uma ponte.

E, mais do que isso, me fez refletir.

A ilusão da conexão

Foram dias desconectada.

E foi nesse silêncio que ouvi o que o barulho constante das notificações não permite escutar: a realidade.

Ninguém sentiu minha falta.

Exceto uma.

Minha sobrinha que reside no Rio de Janeiro - Priscila.

Ela insistiu. Escreveu uma vez. Duas. Três. E, diante do silêncio, fez o que poucos fazem: se importou de verdade. Procurou meu filho. Imaginou o pior. Sentiu.

E ali, entre a ausência digital e a presença afetiva, compreendi algo que me atravessou profundamente:

Estamos conectados com o mundo…
e desconectados das pessoas.

Vivemos em bolhas. Pequenos mundos onde tudo gira em torno de nossas urgências, nossos interesses, nossas distrações. Não há tempo para perceber o outro. Não há sensibilidade para notar a ausência.

Somos, muitas vezes, apenas mais um número.

O perigo invisível

Essa experiência me revelou algo ainda mais grave.

Se, em uma emergência real, eu precisasse de ajuda, eu não saberia sequer os números de telefone dos meus próprios filhos.

Dependemos tanto da máquina, que desaprendemos a viver sem ela.

E isso não é evolução.

É fragilidade.

Uma lição além da tecnologia

Costumo dizer — e hoje reafirmo com ainda mais convicção:

Os problemas da mente não podem ser resolvidos na própria mente.

Porque, quando nos identificamos apenas com ela, ampliamos o problema, criamos cenários, alimentamos medos.

Mas quando paramos… respiramos… e compreendemos que somos maiores do que aquilo que nos acontece, algo muda.

E foi exatamente isso que vivi.

Perdi provas. Repeti etapas. Tive prejuízos.

Mas ganhei consciência.

Despertei para o fato de que estava vivendo no automático — dentro de uma engrenagem onde produzir, responder e aparecer se tornaram mais importantes do que sentir, perceber e existir.



Um novo ciclo

Talvez não tenha sido apenas um ataque.

Talvez tenha sido um chamado.

Um convite à reconstrução.

E foi nesse cenário que algo simbólico aconteceu: o mesmo profissional que me ajudou a recuperar meu acesso, ao pesquisar sobre mim, me fez uma pergunta simples — e transformadora:

“Por que a senhora ainda não tem o seu próprio blog?”

E ali nasceu um novo ciclo.

Um espaço que não depende de algoritmos, nem de plataformas instáveis, mas da essência daquilo que nunca pode ser hackeado: a palavra.



Reflexão final

A máquina é útil.
Mas não é suficiente.

A conexão digital é rápida.
Mas a conexão humana é insubstituível.

E a vida…
a vida não pode ser vivida dentro de uma tela.

Que possamos valorizar mais as pessoas que estão nos bastidores.
Que possamos sair das bolhas que nos aprisionam.
E, sobretudo, que possamos lembrar que existir é mais do que estar online.

“Quando tudo se desconecta, é a vida que nos reconecta ao que realmente importa.”

Tania Castelliano 

ACCAL Litorânea inicia novo ciclo com posse da diretoria 2025–2027

A Academia Cabedelense de Ciências, Artes e Letras (ACCAL) inicia uma nova fase em sua trajetória. A presidente fundadora, Tania Castelliano, anunciou oficialmente a composição da nova diretoria que estará à frente da instituição durante o biênio 2025–2027.

A cerimônia de posse está agendada para o dia 5 de agosto de 2025, em local e horário já definidos, e reunirá membros da Academia, autoridades e convidados especiais.

Com a nova gestão, a ACCAL reforça seu compromisso com a valorização da arte, da cultura e da ciência em Cabedelo, ampliando projetos voltados à educação, à integração social e ao fortalecimento das expressões culturais locais.

Segundo Tania Castelliano, “a ACCAL Litorânea vive um período de crescimento e consolidação. Este novo ciclo representa a continuidade de uma jornada dedicada à difusão do conhecimento, da literatura e da arte. Convido cada integrante da diretoria a atuar com dedicação, entusiasmo e espírito de colaboração”.

O evento marcará não apenas a posse dos novos dirigentes, mas também a renovação do compromisso da Academia com o desenvolvimento cultural e o legado artístico de Cabedelo

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